
As cotações do gado destinado ao abate apresentaram sustentação nesta terça-feira (9), com registros de valores acima da média em diversas regiões do Centro-Norte do país, conforme avaliação de especialista do setor.
De acordo com a análise, unidades industriais dessas localidades seguem enfrentando entraves para completar a programação de abates, o que contribui para a manutenção dos preços em níveis mais elevados.
Em contrapartida, no estado de São Paulo, empresas do segmento iniciam movimentos para pressionar os valores para baixo, ao mesmo tempo em que diminuem os prêmios pagos por animais enquadrados em exigências específicas do mercado externo.
Esse movimento está relacionado ao avanço no preenchimento do volume permitido para exportação ao mercado chinês. A expectativa é de que, nos próximos dias, autoridades do país asiático informem que cerca de 80% do limite destinado ao Brasil já foi atingido.
Com a confirmação desse patamar, a tendência é de que as indústrias interrompam a produção voltada às vendas para aquele destino, ajustando suas operações diante da limitação imposta pelo volume já comprometido.
Especialista destaca que o ambiente de negócios também enfrenta instabilidade diante da postura adotada pelo bloco europeu, que mantém o Brasil fora da relação de nações habilitadas a embarcar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro, fator que gera apreensão entre os agentes do setor.
No levantamento dos preços médios da arroba, houve recuo em São Paulo, com o indicador passando de R$ 358,50 para R$ 353,67. Em Goiás, foi observada valorização, com avanço de R$ 336,96 para R$ 338,75. Minas Gerais registrou queda, saindo de R$ 335,29 para R$ 333,53.
Já em Mato Grosso do Sul, o valor apresentou leve retração, passando de R$ 354,89 para R$ 354,20. Em Mato Grosso, foi verificada pequena alta, com o preço variando de R$ 359,26 para R$ 359,46.
No segmento de distribuição, os valores permaneceram estáveis ao longo desta terça-feira, refletindo um cenário de equilíbrio. De acordo com o analista, esse comportamento é sustentado pelo bom fluxo de reposição entre os canais de venda no início do mês.
Ele também ressalta que a perspectiva de demanda para junho segue positiva, impulsionada por eventos esportivos, especialmente nos dias que antecedem jogos da seleção brasileira. Ainda assim, a carne bovina continua com menor competitividade frente a outras fontes de proteína, com destaque para a carne de frango, que apresenta preços mais acessíveis.
No mercado, o corte dianteiro foi negociado a R$ 21,70 por quilo, enquanto o traseiro alcançou R$ 27,00 por quilo. Já a ponta de agulha foi cotada a R$ 19,70 por quilo.
A moeda norte-americana encerrou o pregão com leve desvalorização de 0,04%. No fechamento, foi cotada a R$ 5,1784 na venda e R$ 5,1764 na compra.
Ao longo do dia, o câmbio apresentou variações, atingindo mínima de R$ 5,1503 e máxima de R$ 5,1933.
Da Redação JPN | Araguaína (TO).