O Tocantins, unidade federativa mais recente do país, figura entre os estados com maior peso proporcional dos gastos do Judiciário em relação ao tamanho de sua economia, conforme levantamento nacional que avalia a eficiência da administração pública.
O posicionamento evidencia que a estrutura de custos do sistema de Justiça local consome uma parcela significativa do Produto Interno Bruto estadual, colocando o estado nas últimas posições do ranking que compara esse indicador entre as unidades da federação.
Dados do Ranking de Competitividade dos Estados indicam que o Tocantins aparece na 23ª colocação no país no indicador que mede a relação entre os gastos do sistema judiciário e o Produto Interno Bruto. O levantamento é elaborado pelo Centro de Liderança Pública, em parceria com a Tendências Consultoria, e avalia diferentes aspectos da eficiência administrativa das unidades federativas.
O índice considera a proporção de verbas públicas destinadas ao funcionamento do sistema de Justiça em relação à atividade econômica de cada estado. Na prática, posições mais próximas do topo indicam menor impacto desses custos sobre o conjunto da economia estadual.
Ao ocupar a 23ª colocação, o Tocantins integra o grupo de unidades federativas em que essa despesa representa uma parcela mais elevada do PIB. No ranking nacional, o estado aparece à frente apenas de Roraima, Paraíba e Amapá, enquanto o Distrito Federal não integra essa avaliação específica.
As primeiras posições do ranking são ocupadas por estados com maior dinamismo econômico na região Centro-Sul. O Rio Grande do Sul aparece na liderança como a unidade com menor impacto proporcional desses custos, seguido por Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo.
Apesar de a visualização preliminar apresentar números arredondados para duas casas decimais — o que pode sugerir igualdade entre alguns entes federativos na faixa de 0,01% ou 0,02% —, a entidade responsável esclarece que a ordenação final leva em conta os dados completos, sem arredondamentos. No caso do primeiro colocado, o percentual exato apurado foi de 0,00467%.
A avaliação desse parâmetro é tratada como relevante dentro do eixo que mede a eficiência administrativa dos estados. Quando há melhor equilíbrio entre despesas institucionais e a capacidade econômica local, tende a haver maior disponibilidade de recursos para áreas estruturantes, como obras públicas, saúde, segurança e ensino, aspectos considerados decisivos para a atração de investimentos e expansão de atividades produtivas.
Os dados completos, incluindo os valores detalhados de cada unidade federativa e outros indicadores utilizados na análise da gestão pública, estão disponíveis para consulta na plataforma oficial do Centro de Liderança Pública.