
Um abalo sísmico de grande intensidade foi registrado na área oceânica próxima à ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, nesta segunda-feira, levando à emissão de avisos de possível tsunami por diferentes centros de monitoramento. De acordo com o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências, o fenômeno ocorreu a cerca de 10 quilômetros de profundidade.
Órgãos responsáveis pela vigilância geofísica nas Filipinas e na Indonésia ativaram protocolos de alerta diante do risco associado ao tremor. Até o momento das primeiras atualizações, não havia confirmação de danos significativos ou impactos de grande escala nos territórios envolvidos.
Inicialmente, a magnitude do evento havia sido estimada em nível mais elevado, sendo posteriormente revisada. O sistema norte-americano de monitoramento de tsunamis também indicou possibilidade de ondas anormais em decorrência do abalo, reforçando o estado de atenção na região.
A agência geológica filipina informou a possibilidade de formação de ondas superiores a um metro de altura, com duração que poderia se estender por algumas horas após o abalo. Autoridades locais passaram a monitorar a situação diante do risco associado.
Na cidade de Alabel, localizada na província de Sarangani, o chefe de polícia relatou que a estrutura do prédio da corporação apresentou fissuras logo após o tremor, ocorrido durante uma cerimônia oficial. Apesar do impacto, não houve confirmação imediata de mortes.
Segundo o responsável, algumas pessoas chegaram a perder a consciência em decorrência da intensidade do fenômeno, mas não foram registrados, naquele momento, casos graves entre os atingidos.
O chefe de polícia local relatou, em entrevista, que o evento sísmico foi o mais intenso já registrado por ele na região. Em áreas do norte da Indonésia, moradores também informaram que o tremor foi percebido com forte intensidade, gerando apreensão entre a população.
As Filipinas e a Indonésia estão situadas em uma zona geológica de alta instabilidade conhecida como “Anel de Fogo do Pacífico”. Essa faixa concentra grande parte da atividade sísmica e vulcânica do planeta, estendendo-se desde a América do Sul até regiões do extremo leste da Rússia.
Da Redação JPN | Brasília (DF)