Agro Boi Gordo
Preço futuro do boi gordo volta a subir após queda no fim de maio
Movimento contrasta com recuperação do mercado físico e indica cenário de volatilidade nas negociações
06/06/2026 08h24 Atualizada há 3 semanas
Por: Redação Fonte: Redação
Cotações do boi gordo seguem com oscilações entre mercado físico e contratos futuros

A relação entre os valores pagos pela arroba do animal jovem e do bovino pronto para abate apresentou ampliação no mês de maio, influenciada por uma retração mais acentuada nos preços do gado terminado em comparação à variação registrada na categoria de reposição.

Os dados indicam que a cotação média do boi pronto para o abate, conforme levantamento do Cepea, ficou em R$ 348,5 por arroba em maio de 2026, representando recuo de 3,9% frente ao mês anterior, quando havia atingido R$ 362,8 — patamar que configurou recorde nominal.

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No mesmo período, o valor do bezerro, também calculado por arroba, apresentou diminuição de 3,0%, queda menos intensa que a observada no boi gordo. Esse movimento contribuiu para a elevação do diferencial de preços entre as categorias, que retornou ao nível de 40,3%, atingindo o maior índice registrado ao longo de 2026.

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Quando considerado por animal, a cotação atingiu o maior nível nominal da série histórica em 2026. Já na conversão por arroba, houve recuo, influenciado pelo aumento no peso médio dos exemplares comercializados.

O diferencial de preços entre o bezerro e o boi pronto para abate superou a marca de 40% em maio em quatro momentos desde o início da série, em 2010. Esse cenário foi registrado nos anos de 2010, 2015, 2021 e novamente em 2026.

Apesar disso, o patamar observado em 2026 ficou abaixo dos níveis verificados nos ciclos de valorização anteriores, especialmente em 2015 e 2021. Esse comportamento indica que, no período analisado, a capacidade de aquisição do produtor não esteve entre as mais comprometidas.

No início de junho, as cotações futuras do boi destinado ao abate registraram avanço, após o movimento de queda acentuada observado no fechamento de maio. Esse comportamento ocorreu em contraste com o desempenho do mercado físico, que apresentou recuperação ao longo da segunda quinzena do mês anterior.

O segmento de contratos futuros tende a permanecer sujeito a oscilações e influência de expectativas, enquanto, no mercado à vista, os valores têm se mantido próximos de R$ 350 por arroba. Já os preços dos animais destinados à reposição indicam tendência de menor variação nos próximos meses, seguindo um padrão sazonal característico desse período do ano.

Da redação JPN Araguaína (TO).