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Corpus Christi não é feriado nacional e tem origem ligada à tradição católica

Celebrada 60 dias após a Páscoa, data é ponto facultativo e reúne manifestações religiosas e culturais em todo o país

Por: Redação Fonte: Redação
04/05/2026 às 15h00
Corpus Christi não é feriado nacional e tem origem ligada à tradição católica
Fiéis confeccionam tapetes coloridos durante celebração de Corpus Christi em ruas de cidades brasileiras

A data de Corpus Christi será observada em 4 de junho e, no Brasil, é classificada como ponto facultativo, e não como feriado nacional. A ocasião ocorre 60 dias após o domingo de Páscoa, seguindo o calendário religioso cristão.

Mesmo sem obrigatoriedade de suspensão das atividades em todo o país, a data costuma ser aproveitada por parte da população para viagens ou períodos de descanso. A celebração tem origem na tradição católica e possui significado relevante para os fiéis, o que contribui para sua ampla observância em diversas regiões.

A data de Corpus Christi não possui dia fixo no calendário, assim como ocorre com a Páscoa e o Carnaval. Sua definição segue o calendário religioso, sendo celebrada sempre 60 dias após o domingo pascal. No Brasil, o governo federal costuma classificar a ocasião como ponto facultativo, o que permite a suspensão das atividades em alguns setores, sem obrigatoriedade nacional.

A celebração tem origem na tradição da Igreja Católica e está relacionada à instituição do sacramento da eucaristia por Jesus Cristo. Para os fiéis, o período também se conecta ao Domingo de Pentecostes, que marca a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, cinquenta dias após a Páscoa.

Historicamente, a comemoração surgiu na Idade Média, associada aos relatos da religiosa Juliana de Mont Cornillon, que teria defendido a criação de uma data específica para celebrar a eucaristia. As narrativas chegaram ao conhecimento de Urbano IV, que oficializou a festividade no século XIII.

A instituição da celebração de Corpus Christi está associada a um episódio considerado milagroso ocorrido em Bolsena. De acordo com a tradição, durante uma celebração eucarística, uma hóstia teria apresentado sinais de sangramento, fato que contribuiu para a formalização da data no período do pontificado de Urbano IV.

Entre as práticas ligadas à comemoração, destaca-se a confecção de tapetes ornamentais nas ruas, costume que remete simbolicamente à entrada de Jesus em Jerusalém. Essa manifestação cultural foi incorporada no Brasil por influência de Portugal. Embora popularmente conhecidos como tapetes de sal, esses adornos também utilizam outros materiais, como serragem, compondo desenhos que marcam as celebrações em diversas cidades.

 

  Da redação JPN Paraíso do Tocantins (T0).

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