
Consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão pagando mais caro pela energia gerada na Usina de Itaipu. Desde 2022, o custo adicional já ultrapassa R$ 18 bilhões, refletindo mudanças na forma de cálculo das tarifas.
Em 2026, a situação se intensificou. Nos primeiros meses do ano, o valor pago pela energia ficou muito acima do previsto nas regras originais do acordo entre Brasil e Paraguai.
Dados indicam um desequilíbrio: o Brasil assumiu a maior parte dos custos da geração, mas recebeu menos energia proporcionalmente. Já o Paraguai consumiu uma parcela maior da produção, arcando com uma fatia menor das despesas.
Especialistas apontam que encargos extras resultantes de acordos internacionais deveriam passar pelo aval do Congresso Nacional do Brasil. Também há críticas à condução das negociações ao longo dos últimos anos, que teriam se afastado das condições previstas no tratado original.
Outro ponto de atenção é o destino de parte da energia utilizada pelo Paraguai, que estaria sendo direcionada a centros de dados e operações ligadas a criptomoedas.
Procurada, a Itaipu Binacional informou que não comenta negociações entre os governos e destacou que a divisão da produção segue igualitária entre os dois países. Já o Ministério de Minas e Energia e o Ministério das Relações Exteriores não se manifestaram.
A pergunta que fica é clara: o Governo Federal do Brasil vai tomar alguma providência ou o prejuízo ficará, mais uma vez, nas costas da população?
Enquanto milhões de brasileiros enfrentam dificuldades para pagar suas contas básicas, aumentos como esse não são detalhe — são peso real no dia a dia. Situações semelhantes já ocorreram no passado, ainda na gestão de Edison Lobão no Ministério de Minas e Energia, sem que houvesse devolução ou compensação aos consumidores. A dúvida agora é se a história vai se repetir.
Da redação JPN Araguaína (TO)
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