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Saúde COVID-19 BA.3.2,

Variante BA.3.2 da Covid-19 chama atenção por alto número de mutações

Cepa identificada em diversos países apresenta maior capacidade de escapar da resposta imunológica, mas sem indícios de maior gravidade

06/04/2026 às 20h00
Por: Redação Fonte: Redação
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Representação do vírus em análise laboratorial, com destaque para estudo de novas variantes em circulação global
Representação do vírus em análise laboratorial, com destaque para estudo de novas variantes em circulação global

O vírus responsável pela COVID-19 apresenta diversas versões em circulação global, entre elas a BA.3.2, que tem despertado atenção da comunidade científica. Essa linhagem já foi identificada em pelo menos 23 países e se destaca por apresentar elevado número de alterações genéticas, além de maior capacidade de escapar da resposta imunológica em comparação com variantes mais comuns.

Segundo informações divulgadas pelo O Globo, a cepa recebeu o apelido de “Cicada”, em alusão ao inseto conhecido por surgir em grande quantidade após longos períodos oculto. A BA.3.2 foi detectada inicialmente em novembro de 2024 na África do Sul e, posteriormente, expandiu sua presença para nações como DinamarcaHolandaAustráliaChina e Estados Unidos.

Especialistas indicam que, até o momento, não há evidências de que essa linhagem do vírus da COVID-19 esteja associada a quadros mais severos ou aumento na taxa de óbitos.

O principal ponto de atenção está na quantidade elevada de modificações genéticas, com cerca de 70 a 75 alterações na proteína spike, estrutura responsável pela ligação do vírus às células humanas. Essa característica levanta preocupação entre pesquisadores, já que pode reduzir, em parte, a proteção adquirida por meio de vacinas ou infecções anteriores.

As manifestações clínicas permanecem semelhantes às já conhecidas, incluindo dor na garganta, tosse, cansaço, dor de cabeça, febre e congestão nasal. Em alguns casos, também podem ocorrer alterações no sistema digestivo, como náuseas e diarreia.

As autoridades de saúde mantêm vigilância constante sobre o avanço dessa linhagem em nível internacional, com monitoramento de casos suspeitos e análise genética para identificação precoce. O acompanhamento permite avaliar possíveis impactos no cenário epidemiológico e orientar medidas de prevenção e controle.

Mesmo sem registros no país até o momento, especialistas reforçam a importância da continuidade da imunização e da atenção aos sintomas respiratórios. A recomendação é que a população mantenha cuidados básicos, contribuindo para reduzir riscos e evitar a disseminação de novas versões do vírus.

 

  Da redação JPN Campinas SP.

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