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Frentes frias causam alerta de tempestades, ventos fortes e granizo no Sul do Brasil

Sistemas consecutivos deixam RS, SC e PR em atenção máxima, com previsão de chuvas intensas e rajadas de até 100 km/h

23/03/2026 às 13h30
Por: Redação Fonte: Redação
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Céu carregado e rajadas de vento no Sul do país alertam para tempestades fortes e possível queda de granizo
Céu carregado e rajadas de vento no Sul do país alertam para tempestades fortes e possível queda de granizo

Entre sábado e segunda-feira, duas frentes atmosféricas avançam pelo território brasileiro, aumentando a probabilidade de chuvas intensas, descargas elétricas e ventos fortes. O órgão meteorológico nacional emitiu alerta para precipitações significativas e rajadas que podem atingir 100 km/h na região Sul, com atenção especial para o Sudeste e o sudoeste do Rio Grande do Sul, próximos à fronteira com o Uruguai, onde o risco é mais elevado.

A passagem sucessiva dessas frentes frias durante o domingo (22) e segunda-feira (23) deve intensificar a instabilidade em diversas áreas, elevando o potencial para tempestades localmente severas. Estima-se que os volumes de precipitação cheguem a 100 mm, com ventos fortes e possibilidade de granizo, sendo o Sul a região de maior preocupação diante do fenômeno.

No sábado (21), a primeira frente frias provocou mudança no tempo, com chuvas isoladas no Rio Grande do Sul, e a instabilidade avançou durante a madrugada para Santa Catarina e Paraná. Uma segunda frente, considerada mais poderosa, se forma na retaguarda e mantém o risco elevado, principalmente no RS, com atenção máxima para áreas próximas à fronteira com o Uruguai.

A ocorrência de frentes frias consecutivas altera significativamente as condições climáticas porque combina diversos fatores que intensificam a instabilidade: a entrada de ar mais frio, o confronto com o ar quente já presente e a umidade persistente no ambiente. Esse cenário favorece tempestades mais fortes e organizadas, com formação rápida de núcleos intensos. No caso atual, a primeira frente preparou o terreno, e a segunda chega com mais energia, aumentando a presença de nuvens verticais, descargas elétricas e a probabilidade de ventos fortes, especialmente quando as precipitações são rápidas e intensas.

No sábado (21), o primeiro sistema atmosférico avançou pelo Sul, provocando chuvas isoladas no Rio Grande do Sul, e durante a madrugada a instabilidade se espalhou para Santa Catarina e Paraná, gerando tempestades nesses estados, conforme dados dos serviços meteorológicos.

Entre domingo (22) e segunda-feira (23), um segundo sistema mais intenso deve agravar o quadro, com previsão de acumulados de até 100 mm e tempestades contínuas, incluindo rajadas de vento e descargas elétricas em RS, SC e PR. O maior risco concentra-se nas regiões Sudeste e Sudoeste do Rio Grande do Sul, especialmente nos municípios próximos à fronteira com o Uruguai, onde a ocorrência de chuvas fortes e rápidas exige atenção especial devido à possibilidade de enxurradas, aumento repentino de rios e impacto direto na rotina da população.

O Inmet alertou para ventos que podem atingir até 100 km/h, possibilidade de granizo e chuvas intensas no Sul, com aviso válido até o final de sábado (21). Rajadas nessa intensidade podem derrubar galhos, deslocar objetos e causar danos a estruturas mais frágeis, como coberturas leves e áreas próximas a redes elétricas. Entre os impactos mais frequentes desse tipo de instabilidade estão interrupções no fornecimento de energia, prejuízos agrícolas, alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos. Mesmo núcleos isolados de tempestade podem gerar transtornos localizados, por isso é importante observar sinais do tempo, como aumento súbito do vento, céu escuro e trovões, além de seguir orientações da Defesa Civil e comunicados meteorológicos.

A previsão indica que as frentes frias devem se afastar entre terça-feira (24) e quarta-feira (25), com o tempo tendendo a ficar mais seco e firme à medida que o sistema migra para o Norte. No entanto, ainda podem ocorrer pancadas esparsas no Sul devido à umidade residual. Mesmo com a chuva e ventania, o calor pode permanecer em várias áreas, criando sensação de abafamento típica do verão tardio, já que a umidade continua elevada e o ar quente não desaparece rapidamente, mantendo o risco de tempo severo em pontos específicos da região.

 

Da redação JPN  l  Inmet

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