
Entidades que representam caminhoneiros de diversas regiões do país decidiram adiar para esta quinta-feira (19) a definição sobre uma possível greve nacional da categoria, após sinais de diálogo por parte do governo federal. A medida busca ampliar as discussões e avaliar os próximos passos do movimento.
A decisão será tomada em assembleia convocada pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira, marcada para ocorrer às 16h, em Santos. O encontro reunirá representantes da categoria para deliberar sobre a adesão ao movimento grevista.
Na última segunda-feira (16), representantes do Sindicam e da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, além de outros sindicatos e cooperativas, haviam aprovado o início de uma mobilização. A proposta inicial era consolidar a adesão de mais entidades em reuniões realizadas ao longo da semana, antes de uma definição final sobre a paralisação.
A possibilidade de uma greve nacional de caminhoneiros segue em análise após novos desdobramentos envolvendo o governo federal. Horas antes da assembleia decisiva, o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Guilherme Sampaio, anunciaram medidas para reforçar a fiscalização e endurecer penalidades contra empresas que descumprem o piso do frete rodoviário, uma das principais demandas da categoria.
Paralelamente, outro tema ganhou repercussão nacional envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Segundo apuração divulgada pela Folha de S. Paulo, ele abriu uma empresa na Espanha após o avanço de investigações relacionadas a uma suposta fraude no INSS. A empresa, chamada Synapta, atua nas áreas de tecnologia, consultoria e soluções digitais, tendo sido registrada em Madri no início deste ano.
As investigações mencionam possível ligação de Lulinha com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema. A defesa do empresário confirmou a abertura da empresa e afirmou que a iniciativa atende às exigências legais, sendo voltada a projetos futuros no exterior. Também informou que ele reside atualmente fora do Brasil e atua como pessoa física, sem detalhar contratos ou clientes.
A movimentação política em torno da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou novo capítulo com a atuação de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. Ele afirmou ter se reunido com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para reforçar o pedido de prisão domiciliar, citando preocupações com o estado de saúde do ex-presidente.
Segundo o senador, a conversa foi direta e teve como foco principal a possibilidade de agravamento do quadro clínico, especialmente em razão do local onde Bolsonaro se encontra. A manifestação ocorreu após visita ao Hospital DF Star, onde o ex-presidente está internado desde o dia 13.
O quadro de saúde envolve diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, condição que exige acompanhamento médico contínuo. Flávio destacou ainda que o atendimento prestado foi ágil, mas reforçou a necessidade de avaliação sobre a permanência em regime atual diante das condições clínicas apresentadas.
Da redação JPN Brasília DF
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