
O anúncio de uma possível greve de caminhoneiros, motivada pela alta no preço do diesel, acendeu um alerta sobre impactos na economia e na mobilidade em diferentes regiões do país. A preocupação se concentra principalmente nas rodovias federais de Santa Catarina, que podem ser diretamente afetadas em caso de paralisação da categoria.
Apesar do cenário de atenção, a Polícia Rodoviária Federal informou, às 8h desta quarta-feira (18), que o fluxo de veículos segue normal em todas as rodovias federais do estado. Até o momento, não há registro de bloqueios ou interrupções que comprometam o trânsito.
A instituição também destacou que não foi oficialmente notificada sobre qualquer ação organizada de paralisação, mas reforçou que equipes seguem monitorando a situação em tempo real. O acompanhamento contínuo busca garantir respostas rápidas caso haja mudanças no cenário.
O possível movimento grevista reacende preocupações já registradas em paralisações anteriores, que afetaram o abastecimento e a logística em todo o país. Autoridades seguem atentas para evitar prejuízos à população e ao funcionamento dos serviços essenciais.
Entidades representativas do setor, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística e a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, orientaram os caminhoneiros a evitarem o bloqueio de rodovias durante a mobilização. A recomendação é para que os motoristas permaneçam em casa ou estacionados em postos, a fim de evitar penalidades legais e manter a circulação nas estradas.
A paralisação em Santa Catarina está prevista para começar oficialmente nesta quinta-feira (19), a partir das 13h. O movimento é motivado principalmente pelo aumento no preço do diesel, que, segundo a categoria, não tem sido acompanhado por reajustes no valor do frete.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes, Vanderlei de Oliveira, a paralisação deve continuar até que haja uma resposta do Governo Federal em relação ao piso nacional do frete. Ele destacou que o aumento dos custos operacionais tem pressionado os trabalhadores, tornando a atividade cada vez mais inviável.
A mobilização reacende o debate sobre a sustentabilidade do setor de transporte rodoviário no país, diante do desequilíbrio entre custos e remuneração. O cenário segue sendo acompanhado por autoridades e entidades, enquanto a categoria aguarda medidas que atendam às reivindicações apresentadas.
A mobilização dos caminhoneiros ganha força com a cobrança pelo acionamento do chamado “gatilho do frete”, mecanismo criado após a greve de 2018 para garantir reajustes automáticos nos valores do transporte sempre que há aumento no preço dos combustíveis. Segundo a categoria, a medida não vem sendo aplicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, o que tem agravado o desequilíbrio entre custos e remuneração.
Paralelamente ao movimento, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a formação de preços nos postos de combustíveis. A apuração foi motivada por levantamentos da Secretaria Nacional do Consumidor e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que identificaram aumentos considerados incompatíveis com os custos reais do setor.
Apesar de medidas recentes anunciadas pelo Governo Federal, como isenções e subsídios, a categoria aponta que os efeitos foram anulados após um novo reajuste de 11,6% no diesel nas refinarias da Petrobras. Em Santa Catarina, o Procon identificou que 61 postos não repassaram reduções aos consumidores, concedendo prazo de cinco dias úteis para justificativas, sob risco de aplicação de multas.
Para os caminhoneiros, as ações adotadas até o momento são consideradas insuficientes. Além da redução no preço dos combustíveis e da efetiva fiscalização do piso mínimo do frete, a categoria defende mudanças estruturais, como a retomada da atuação direta da Petrobras na distribuição, com o objetivo de equilibrar o mercado interno e garantir maior previsibilidade ao setor.
Da redação JPN Santa Catarina
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