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Brasil Retaliação política

Gilmar Mendes afirma que STF não aceitará impeachment por retaliação política

Ministro do Supremo defende independência da Corte e critica tentativas de interferência externa.

17/09/2025 às 23h00
Por: Redação Fonte: Redação
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Ministro Gilmar Mendes durante participação no Fórum Direitos Já, em São Paulo.
Ministro Gilmar Mendes durante participação no Fórum Direitos Já, em São Paulo.

O integrante do STF, Gilmar Mendes, declarou nesta segunda-feira que a Corte não irá considerar tentativas de afastamento de magistrados que tenham como base interesses políticos ou vinganças partidárias.

O pronunciamento ocorreu durante sua aparição inesperada no Fórum Direitos Já, realizado em São Paulo em comemoração ao Dia Internacional da Democracia. O evento contou com a presença de membros de 11 siglas políticas, que se reuniram para discutir estratégias em resposta ao crescimento de candidaturas ligadas ao bolsonarismo para o Senado em 2026.

Gilmar Mendes reforçou que processos de afastamento de magistrados devem seguir estritamente os trâmites legais e não podem ser motivados por retaliação a decisões individuais. Segundo ele, qualquer iniciativa de impeachment baseada no voto de um ministro seria considerada improcedente e não terá aceitação pelo STF.

Ainda nesta segunda-feira, durante a inauguração da nova sede do IDP, o ministro criticou a atuação de Luiz Fux no julgamento que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus pelo caso de tentativa de golpe de Estado. Ele aproveitou para reafirmar a importância da autonomia do Judiciário e a defesa da soberania nacional.

Gilmar Mendes destacou a importância de proteger os princípios democráticos e a soberania do país, ressaltando que a independência das decisões judiciais não pode ser interrompida por pressões políticas externas. Ele afirmou que situações em que interesses particulares tentam influenciar julgamentos ameaçam diretamente a estabilidade democrática.

No julgamento que motivou seus comentários, o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão por participação em uma tentativa de golpe contra a ordem constitucional, tornando-se o primeiro ex-presidente brasileiro a ser condenado por esse tipo de crime. Sete militares também foram responsabilizados no mesmo processo.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (15) que a Corte não aceitará pedidos de impeachment contra seus ministros motivados por retaliações políticas. Durante sua participação no Fórum Direitos Já, realizado em São Paulo, Mendes enfatizou que o impeachment deve ser um processo regular e não uma resposta a votos individuais de ministros.

Além disso, o ministro criticou a postura de colegas no julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, destacando incoerências nas decisões. Mendes também defendeu a soberania nacional e a independência do Judiciário, ressaltando a importância de resistir a pressões externas que possam comprometer a autonomia da Corte.

O ministro Gilmar Mendes utilizou o humor para criticar tentativas de influenciar o Judiciário brasileiro vindas de fora do país. Ele comparou a situação a um cenário hipotético em que o Brasil exigisse informações confidenciais de um caso norte-americano durante uma negociação comercial, destacando a impropriedade e o absurdo de pressões externas sobre decisões internas da Justiça.

Ao abordar assuntos de grande relevância, é fundamental considerar como a percepção pública se forma e se espalha. No caso recente envolvendo o Supremo Tribunal Federal, diversos setores da população manifestaram opiniões de que o julgamento foi influenciado por interesses políticos, levantando questionamentos sobre a imparcialidade do processo.

O ministro Gilmar Mendes, durante evento em São Paulo, reforçou que o STF não aceitará pedidos de impeachment contra seus integrantes motivados por retaliação ou “vingança” política. Na ocasião, ele também destacou a importância de defender a soberania nacional e a independência do Judiciário frente a pressões externas e interesses alheios ao cumprimento da lei.

Da redação P&V Notícias l  Bruna Rocha

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