
O órgão de fiscalização estadual concedeu um prazo de sete dias úteis para que as administrações municipais de Guaraí, Tabocão e Presidente Kennedy oficializem um compromisso voltado à implantação de áreas adequadas para destinação de resíduos e à elaboração de planos específicos de manejo. A iniciativa tem como objetivo eliminar o uso de depósitos a céu aberto, prática nociva à saúde coletiva e ao equilíbrio ambiental.
A deliberação ocorreu em um encontro virtual realizado na última terça-feira, 19 de agosto, coordenado por setores especializados na área urbana e de resíduos sólidos. A reunião foi transmitida a partir da sede da Procuradoria-Geral de Justiça, localizada em Palmas, e contou com a participação de representantes ligados à pauta ambiental.
Em Guaraí, o depósito de lixo ocorre em espaço destinado, mas sem separação adequada, reunindo desde restos orgânicos até pneus, galhos e animais mortos, o que atrai aves carniceiras. Já em Presidente Kennedy, a situação se agrava pela falta de atualização nos instrumentos de planejamento e pela inexistência de coleta seletiva. Em Tabocão, o problema se repete com lançamentos irregulares e ausência de medidas sustentáveis ou revisão de estratégias locais.
Mesmo com a legislação nacional determinando que agosto de 2024 seria a data limite para a eliminação dos lixões e implantação de estruturas corretas de destinação, grande parte dos municípios segue em descumprimento. Esse atraso na execução das medidas ambientais reforça a cobrança para que as gestões municipais avancem na adaptação às exigências legais.
Mesmo após tantos avanços tecnológicos e sociais já alcançados neste século, ainda há cidades que tratam o meio ambiente de forma descuidada, como se não fizesse parte essencial da vida em comunidade. Essa postura, além de atrasar o desenvolvimento, compromete a saúde pública e a preservação dos recursos naturais.
Diante desse cenário, a iniciativa do órgão de fiscalização em exigir providências imediatas às prefeituras é um chamado para que transformem seus territórios em espaços dignos, onde a natureza seja respeitada e a população possa viver com mais qualidade, em vez de conviver com montes de lixo expostos.
Da redação P&V Notícias l Com informações Marcelo Gris
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